domingo, 29 de agosto de 2010

Só pra dizer...

..que eu não larguei isso aqui. Eu AINDA vou responder o cara no post anterior e eu já tenho idéias pra posts novos. Falta só eu me enrolar menos com as coisas, não resolver ir ler um dos 9052389423 livros que estou lendo ao mesmo tempo (e eu tava reclamando antes de não estar lendo nada...) e parar pra escrever. Also, eu preciso aprender como mudar esse fundo, já que muitos falaram estar desconfortável pra ler. Aceitos idéias, sugestões, lolcats, etc.

Para quem lê, me desculpem!

sábado, 12 de junho de 2010

Uso da Inteligência

Foi o que eu não fiz no post anterior. De fato eu estava inspirado e me sentindo confortável para escrever, mas eu também estava com sono e sequer revisei o texto direito. Conseqüência: Alguns (poucos) entenderam a idéia que eu quis passar, mas a maioria entendeu a idéia de forma incorreta e, analisando novamente o texto, percebo o óbvio porquê. Por isso, resolvi reescrever o texto, mas não apagar o anterior. É melhor manter a bosta bem perto pra eu lembrar que fede e tomar mais cuidado.

Nesse post irei falar sobre o mesmo do post anterior: É o post anterior reescrito, porém passando o que eu queria de uma forma melhor...eu espero! Então não vou ficar dizendo "como disse no post anterior" e semelhantes. Vai ter hora que vai ser igual, mesmo!

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         Pois bem, o assunto é a Inteligência. Sendo um estudante, noto em diversas pessoas um desgosto pelo aprendizado e, normalmente associado, uma fraqueza nesse aspecto. Percebo julgamentos incorretos a respeito desse processo, com base em "argumentos" infundados, assim como um interesse forçado ou artificial pelo processo.

         Por que vejo pessoas que se sentam à frente na sala de aula, que dizem estudar cinco ou seis horas por dia, terem desempenhos não tão positivos assim nas provas? Por que vejo alunos fazendo perguntas e, ao serem respondidos pelo professor, deixarem escapar uma expressão de não-compreensão mas mesmo assim insistir que entenderam e que a aula pode prosseguir? Por que vejo outros que perguntam aos colegas, são respondidos com uma teoria da qual seus formuladores não têm certeza e mesmo assim conformando-se ou aceitando, ainda que pareçam discordar? Não me proponho a responder essas perguntas, apenas analisar uma característica da absorção e da geração do conhecimento e da técnica; fator que pode relacionar-se com esses casos.

        Antes de tudo, então, defino a inteligência: Digo ser a capacidade de interpretar e criar, porém em um sentido amplo. A base para essa amplitude é a teoria das Múltiplas Inteligências (Lingüística, Lógico-Matemática, Espacial, Musical, Cinestésica-corporal, Pictórica, Naturalista, Interpessoal e Intrapessoal). Portanto, a habilidade em observar um movimento de dança e reproduzí-lo sem grandes dificuldades é uma inteligência, tal como usar-se de cores em um desenho de uma forma imaginada por si mesmo, criando assim um efeito interessante (não necessariamente original para a História, mas original para seu criador).

        Diante então de uma nova informação, o ser humano tenta interpretá-la das formas que pode, seja um texto, uma frase famosa ou uma matéria nova em uma aula, que é uma sucessão de novas informações. Precisamente esse ato de interpretar é o fundamental no ambiente escolar: uma boa interpretação do fato garante uma aceitação e uma fixação do mesmo. A partir dele, vem o que tradicionalmente na escola é considerado um bônus, porém que considero que todo aluno deveria ser capaz de fazer: tendo reconhecido a informação, ou seja, tendo sido formado o conhecimento, é possível para o aluno chegar a novas conclusões por si só. Se elas forem confirmadas pelo professor, o aluno certamente guardará aquela informação por um bom tempo: foi resultado de um exercício lógico feito por ele mesmo, fruto do próprio pensamento, e não algo "dado", meramente memorizado como um axioma.
        Não posso negar que a única base para esse modelo de aprendizado é o meu próprio, uma vez que, como qualquer ser humano, sou incapaz de perceber a mente de outras pessoas, além de sequer ser um estudante de psicologia ou algo semelhante. (Por isso comentários de suas formas pessoais de compreensão são muito bem-vindos!)
        Acho que a melhor forma de explicar o que percebo no meu próprio aprendizado seria a partir de um modelo simplificado do meu uso da inteligência lógica quando em devido funcionamento:
                      Ao receber uma informação nova, eu a questiono. Em outras palavras, eu busco suas Causas. Não é um processo consciente, é apenas natural ao ter contato com a informação. Comparo-a com conhecimentos relacionados que eu já possuo para tentar validá-la ou contrariá-la, para que eu seja capaz de, a qualquer momento, deduzí-la novamente. Caso eu não consiga validá-la, pergunto pelas causas que me parecem estar faltando. Caso eu consiga contrariá-la, explico as razões pelas quais a informação me parece falsa. Já se ela me parecer válida, validada está e ficará na mente.
Assim, parto para o segundo processo inconsciente: Comparo a nova informação adquirida com quaisquer informações relacionadas que me vierem à mente. Dessa forma, consigo chegar a algumas conclusões que por vezes são em seguida explicadas pelo professor, porém por vezes são ditas conclusões que não são trabalhadas naquele nível de ensino ou simplesmente não interessam para certo assunto, embora em alguns casos também sejam ditas boas.

        Como pode ser notado, esse é um exercíco cem por cento individual. Sou eu trabalhando com minha mente, são as inúmeras vozes do meu pensamento (Não, eu não sou esquizofrênico! ...Eu acho.) discutindo entre si. Elementos externos jamais seriam permitidos nesse processo, afinal, é o meu próprio pensamento!
        Isso significa que outras pessoas apenas atrapalham? Não, longe disso! Opiniões e teorias de outras pessoas são muito bem vindas e agem como lenha na fogueira do pensar, porém elas não influenciam na capacidade individual de interpretação: Elas são novas informações a serem interpretadas, devendo então passar por todo o processo.

        Certamente é algo delicadíssimo e está sujeito a problemas. Teorizo que diversas dificuldades de aprendizado se dêem por pertubações nesse processo. Por exemplo, a falha em validar a informação levará a uma incerteza. Contudo, por outros fatores, como vergonha em perguntar ao professor ou medo de questionar algo que todos da classe entenderam, a incerteza não é esclarecida. Ou talvez o aluno se limite a dizer: "Professor, não entendi.", levando ao seguinte diálogo:

Aluno levanta o braço e diz:
- Professor, não entendi.
- O quê?
- Ah, esse gráfico.
O professor então repete a exata explicação que ele havia dado antes, mas com outras palavras. Não há como culpá-lo, afinal ele acredita que essa é a melhor forma de explicar. Contudo, para o aluno não fez diferença. Este então sente-se culpado por não entender, imaginando a culpa ser da "própria burrice" e tenta apenas decorar a informação. Criou-se uma falha no ensino que pode levar a sucessivas falhas posteriores para conhecimentos que dependam daquele.
Por vezes decorar é a única forma (oi, Biologia!), até porque métodos que podem ser úteis (explicação por etimologia, estou olhando para você) não são utilizados, até porque poderiam piorar. Se uma palavra tivesse um radical grego raríssimo, talvez fosse uma idéia ruim explicá-lo ao invés de memorizar a palavra mesmo. (Se você for meu professor e estiver lendo isso, digo que NÃO, EXPLICAR O RADICAL NUNCA É RUIM. NÃO LIGO SE ELE FOR RARÍSSIMO, AINDA ASSIM EXPLIQUE PELA PALAVRA PELO AMOR DOS CÉUS!!!)

        Outro problema seria o avanço da aula a um ritmo superior ao da capacidade de processamento do aluno. O professor lança fatos base rapidamente e, sem esperar muito, parte para deduções, apenas demonstrando rapidamente e partindo para a próxima. Certamente a fórmula para o fracasso para o aluno que raciocina tudo o que aprende. Para o que memoriza, bem, é apenas uma falha em cima de um aprendizado falho: o que é um peido para quem está cagado?
        Imagine então isso em um nível mais cedo da educação, como o ensino fundamental pré-ginásio (tem nome pra isso?), como a 4ª série (atual 5º ano). O aluno é incapaz de racionalizar tudo o que lhe é ensinado durante uma aula e parte para o método de emergência: a decoreba. Ele memoriza o método de fazer uma questão ou certo acontecimento histórico (ao invés de avaliar seu contexto), já que não consegue interpretar a informação no tempo da aula, o que inclusive o desanima.
(Off: Estou escrevendo isso no bloco de notas e percebi que não tinha salvo até agora. Ufa, ainda bem que salvei!)
Daí vem a prova. A questão cai da forma que ele aprendeu. A pergunta de história vem daquele jeito bobo: "Quem descobriu o Brasil?". Ele acerta. Chega o resultado: Dez. Ele fica satisfeito. Inconscientemente passa a adotar o método da decoreba como sua forma padrão de "aprender". Pronto: mais uma alma para longe da luz. É destruidor.

        O que eu gostaria é que esse problema fosse reconhecido e combatido, pois certamente se constitui de uma fortíssima barreira contra uma educação mais eficiente e mais ampla, além de me incomodar terrivelmente. Porém, talvez a minha visão esteja simplesmente errada. Por isso gostaria que alunos, professores, ex-alunos, ex-professores e qualquer interessado opinassem sobre ela.

Comentem!

(Só falta esse texto passar uma impressão ainda pior, mas eu duvido.)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Inteligência e Os Outros

Eu estava há tempos devendo um post aqui e é um alívio estar inspirado na frente do pc escrevendo esse post. Acredito que, com certas movimentações e problemas da vida, como o próprio vestibular, meu cérebro esteja trabalhando de forma mais intensa e, conseqüentemente, mais produtiva e por isso estou tendo idéias e pensamentos múltiplos, o que é muito bom. Só faltava mesmo respirar, pensar e escrever. E, pra isso, acho que nada melhor que dormir bem e descansar, relaxar, para deixar as idéias fluírem. Enfim, sem mais blablabla.

O que me inspirou esse post foi a mente das pessoas, como as aulas que tenho no colégio. Pessoas fazendo perguntas que eu acho bobas, tendo atitudes em sala que eu acho idiotas, eu fazendo perguntas que provavelmente outros consideram bobas, entre outros. Por isso, falarei da inteligência.

Como assim inteligência?

Pois bem, acho que a melhor definição que me vem à cabeça é: A capacidade de interpretar e de criar. Contudo, é uma definição ampla. Aceito a teoria das Inteligências Múltiplas, ainda que eu admita que sinto necessidade de ler mais sobre elas.

Teoria das o quê?

Inteligências Múltiplas. São nove inteligências reconhecidas: Lingüística, Lógico-Matemática, Espacial, Musical, Cinestésica-corporal, Pictórica, Naturalista, Interpessoal e Intrapessoal. (Essa lista é de amplo debate, diga-se de passagem.)

As quatro primeiros acredito que sejam óbvias.

Cinestésica é a de lidar com o próprio corpo. Ou seja, coordenação motora, realizar movimentos corporais de forma precisa.

Pictórica é a relativa ao desenho e à pintura. Ou seja, relação com formas, imagens e cores.

Naturalista é a capacidade de perceber e entender a natureza. Detectar padrões na fauna e na flora, por exemplo.

Interpessoal é a de se relacionar com os outros enquanto Intrapessoal é a de se compreender, de se autoavaliar.

Ok, e daí?

Bom, aí que está: Estou falando de toda e qualquer inteligência aqui. Interpretar e criar vale para qualquer um dos casos. Por exemplo, pode ser compreender melhor idéias passadas e sugeridas, inclusive "nas entrelinhas", de um texto e conseguir reproduzir isso, como também pode ser observar um desenho, avaliar suas formas e ser capaz de reproduzí-lo, até mesmo com alterações desejadas, com precisão.


Acho que o mais importante desse post é dizer que a inteligência é algo completamente individual. A percepção disso me fez avaliar características do senso comum, em especial da juventude e, assim, questioná-lo.

A atividade de desenvolver e utilizar a inteligência passa por um processo de etapas. Ao observar-se algo, primeiro é feito um reconhecimento. A mente percebe e tenta identificar o que é e as diferentes formas de abordagem àquilo. Então, utiliza-se dessas formas para se compreender da melhor forma possível. Essa é a interpretação.

Já a criação é o processo reverso: A partir de uma idéia, a mente trabalha para conceber aquilo que vai ser produzido. A inteligência relacionada (ou talvez mais de uma!) é ativada e posta para gerar aquilo de forma eficiente e de acordo com os padrões já observados pela vida.

Então, pergunto: Como poderia isso ser um processo coletivo? De forma alguma. É uma relação entre o indivíduo e a própria mente.


Contudo, isso vai de encontro direto às idéias do senso comum do quanto "é ruim" estar "sozinho", "quieto". É atribuído um valor negativo a uma pessoa contemplativa que deseja estar daquela forma. O bom é "ser social". Assim, uma pessoa cria uma resistência à sua inteligência por não desejar ficar "sozinho". Fica apenas o necessário.

Não é isso também que cria os problemas escolares? Os alunos, a juventude tola e inútil, vão para a escola e a utilizam como "meio social", e não como "meio acadêmico". Perceba que não há apenas uma diferença, mas uma relação completamente inversa: Para um aproveitamento máximo da aula, é necessário um corte dos relacionamentos sociais durante aquele instante. Curiosamente, isso faz com que a escola não seja levada tão à sério academicamente e torna o lar, que deveria ser o local de repouso e lazer, um local de estudo, já que ele está sozinho e assim não se distrai com as outras pessoas. Ou seja, é feita uma inversão dos valores que seriam naturais.

É óbvio que durante intervalos, momentos de troca de professor e semelhantes há espaço para a socialização. Contudo, esse espaço é menor do que os alunos acabam desejando. Então, conversam em sala, por exemplo. Algo semelhante, aparentemente inofensivo, que também afeta é o pequeno momento de virar para o amigo do lado, de trás ou cutucar o da frente e fazer um comentário, ainda que a respeito da aula, como uma piada interna ou uma dúvida.

A dúvida é ruim? Não, não, de forma alguma. Ela é ótima. Porém, a aula é feita de forma prática e eficiente: O professor já possui o conhecimento e transmite ao aluno, que deve então interpretá-lo para conseguir aprendê-lo. Assim, a figura que possui o conhecimento de forma firme é o professor, não o outro aluno que está também aprendendo. Se o Alfonso¹ tem uma dúvida e vira para Betinho² e pergunta a ele, por serem amigos, ele e Betinho perderão uma nova informação que está sendo passada pelo professor, da mesma forma que existe o risco de, ao Alfonso falar com Betinho, afetar o processo de interpretação deste ao interromper a "comunicação interna" do mesmo, o que pode fazer com que ele acabe não compreendendo a informação que tinha em mente ou que ela fique mais frágil, mais fácil de ser esquecida.

Se os alunos desejarem discutir certa informação, isso é ótimo! Eles exercitam suas mentes analisando possibilidades e corrigindo erros próprios e dos colegas. No entanto, é negativo se de forma à parte da aula, na forma da amada e odiada "conversa paralela", pelas razões já ditas.

Considere também o alunos que não conseguem acompanhar o ritmo da aula por falta de compreensão da matéria ou dificuldade com aquele tipo de inteligência. É muito comum que um aluno que sofra dessa "perda de ritmo" de forma freqüente tenha também uma dificuldade maior em se concentrar (independente desse fator ser causa ou conseqüência). Esse é o tipo de aluno que facilmente se distrairá e tentará chamar atenção dos seus colegas, gerando assim um efeito dominó. Efeito esse que não existiria, ou ao menos não seria tão ruim, se os outros alunos automaticamente rejeitassem esse tipo de desconcentração, mas parece que a gravitas não é uma virtude em alta ultimamente.

O pior é que isso é um problema não só na escola, mas na formulação de qualquer inteligência: de esportes a capacidades artísticas.

Não vejo nenhuma solução rápida ou fácil e culpo tanto a educação dada a esses jovens quanto os próprios alunos, incapazes de se conterem da forma devida. No máximo uma conscientização quanto é isso é necessária, mas não é com uma conversa com adolescentes loucos com hormônios à flor da pele que vai dar muito certo, infelizmente. O ideal seria conscientizá-los quando mais velhos, assim como os adultos, para que criem seus filhos de forma a exterminar essa "cultura".

Quanto às discussões (=/= brigas) entre alunos durante as aulas, eu acho que os professores deveriam incentivar quando possivel: É bem produtivo um aluno tirar a dúvida do outro ou debaterem um ponto que discordem, desde que o professor supervisione para ver se os argumentos estão corretos e se os dois lados compreenderam devidamente.

Está longe de ser um texto muito bem organizado, mas acho que expressei bem a idéia que eu queria. ...Ou ao menos espero. Bem, se não estiver, é só perguntar aqui embaixo! \/

Obs: ¹: Pessoa A;  2: Pessoa B!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Olá! Olá! Ressucitando o blog! Esqueça o fato de que passam de 11:30, eu tenho duas provas amanhã e (ainda) não estudei pra nenhuma! Preciso falar de algo mais importante.
Algo mais importante que a vida.
Algo mais importante que o universo.
Algo ext--

tá, não, algo aleatório mas necessário falar.
Sofrimento. Medida. Minha opinião: não-existe-medida-para-o-sofrimento. Simples e claro.
Há uma idéia geral do quão ~tenso~ o sofrimento de uma pessoa é. Se a pessoa perdeu uma perna: ela tem direito de reclamar. Se a pessoa perdeu a mãe: ela tem direito de reclamar. Etc, etc, pra tudo aquilo que a sociedade considera ruim. Se a pessoa passa fome. Se a pessoa sente dor.
E em tantas outras ocasiões: ela não tem motivo de reclamar.
...coisa que eu discordo por duas razões bem simples.
Primeiro: Pessoas sofrem diferentemente com coisas diferentes. Eu tenho certeza que se você matar a mãe chata de um psicopata (se ele não o fizer antes!) ele vai sofrer bem menos que alguém normal, sei lá, cujo cachorro morreu.
E como há isso, há tantas outras circunstâncias completamente relativas e subjetivas. Valores. São. Subjetivos. Period.
Segundo: Pessoas reagem diferentemente em situações diferentes. Tem gente que prefere reclamar de umas coisas, e refletir internamente sobre outras, e gente que sente vontade de fazer exatamente o contrário, seja lá o que diabos essas coisas forem. Ou seja lá o que elas querem fazer. Tl;dr: subjetivosubjetivosubjetivo.
Por que eu estou falando isso?
Primeiro, porque eu discuti sobre isso na escola. Cool.
Segundo, e mais importante, porque eu cansei de ouvir gente reclamando do quarto episódio de Angel Beats - woohoo! Obviamente, isso tudo TINHA que ter um fundo ~fangirlistico~!
Então é o seguinte: é um anime, os personagens vivem em uma espécie de purgatório aonde eles lutam pela vida. Cada um morreu de uma maneira diferente. O que eles tem em comum? Todos eles foram parar nesse "jogo pela vida" porque não se conformaram com as suas mortes.
Tem três personagens.
Menina 1, Yuri. Era rica, vivia com os pais e três irmãs mais novas. Os pais viajaram, estranhos invadiram a casa dela exigindo dinheiro, naturalmente para a irmã mais velha. Ela tinha que entregar o dinheiro - dinheiro que ela não sabia onde estava. Ela tinha que encontrar o dinheiro em meia hora, sendo que a cada dez minutos sem resultados, uma de suas irmãs morria, e por fim, ela morreria. Não aconteceu. A polícia chegou depois que as três irmãs dela foram mortas, e enfim, subentende-se que ela cometeu suicídio.
Menina 2, Iwasawa. Vivia com pais que brigavam constantemente, discutiam e se agrediam fisicamente. Se sentia mal no ambiente conturbado de casa - sentia que não pertencia a lugar nenhum. Um dia, ouviu um idol falar sobre música, e como a música é capaz de salvar as pessoas. Entrou em uma loja, colocou fones de ouvido, e simplesmente ouviu música. Dali em diante, tomou como objetivo de vida se tornar uma profissional na área da música, e lutou muito para isso. Quando suas apresentações começaram a dar certo, e as pessoas começaram a ouvir sua música, foi morta durante uma das brigas com o pai com uma garrafada na cabeça.
Menino 3, Hinata. Jogava baseball na escola. Sonhava em ser um jogador profissional. Participou do Toushien no seu terceiro ano do colegial, sua última oportunidade de se destacar como jogador de baseball. O time da sua escola entrou na final, e o último ponto decisivo seria feito por ele. Ele precisava apenas segurar uma fly ball direcionada pra posição dele, uma tarefa realmente simples pra um jogador de baseball. Ele falhou - seus colegas de time ficaram contra ele, e o capitão ofereceu drogas para que ele superasse o momento. Subentende-se que ele morreu de alguma forma pela ingestão das drogas. (na realidade, julgando pelo Track Zero, devia ter sido em um acidente, mas... w/e, plot mal-planejado.)
E o povo todo está criticando porque "a história do Hinata nem se compara em dramaticidade a da Iwasawa e da Yuri! Blah, baseball, grande bosta!". Não sei é porque eu sempre tive simpatia pelos oprimidos, ou se é porque eu adoro Ookiku Furikabutte e percebi por aí o quanto é significante em todos os aspectos para um jogador o momento pelo qual o Hinata passou. Ou se é porque eu amo o Hinata, rs <33-- er, ou se é por... tudo isso. Mas esses comentários me deixam realmente revoltada e panz. Porque... né.
Deixa ele sofrer, merda. No meu julgamento, a situação dele não é diferente da da Iwasawa, absolutamente. Mas, enquanto a Iwasawa se dedicou à música, ele se dedicou ao baseball. E? Eu acho isso, kthx, precisava compartilhar.

...E eu realmente preciso ir fazer outra coisa da vida agora. Tipo dormir. Então tá.
Reflitam, q. E sejam mais felizes que esses três infelizes. (?)

domingo, 21 de março de 2010

Da Vida, do Crescimento e de suas Exigências

Eu me pergunto até que ponto esse post é uma crítica e exposição de opinião, ou se é apenas um gosto amargo na boca, um desabafo de uma dor temporária. De uma forma ou de outra, como estou me sentindo animado pra escrever, o farei.

Quando somos novos, nossos pais nos ensinam que o correto é estudar para garantir nosso futuro. Dizem que esse é o correto. Além disso, diversos pais colocam seus filhos em cursos de idiomas para melhorar o currículo e porque "uma criança aprende mais fácil". Outros ainda põem seus filhos para fazer algum esporte, porque esporte é saúde e é importante que a criança cresça saudável. Isso é importante, de fato. Ainda que o filho venha a crescer e decida que não se importa com isso, quer ter uma vida bem humilde, mas aproveitando mais seus momentos, é opção dele. Contudo, é tarefa dos pais garantir que, até que o filho tenha discernimento e possa realizar essa escolha com clareza de mente, ele tenha as condições para se tornar uma ótima pessoa e excelente profissional.


As respostas dos infantes a essa situação são as mais variadas, mas vou simplificá-las em dois extremos que, obviamente, possuem seus meio-termos, que são a maioria, acredito. A criança pode seguir o que seus pais falam, dedicando-se extremamente assim aos estudos e tarefas, ou pode decidir não se importar muito, fazendo o que a agrada mais no curto prazo (o que pode levar a diversos conflitos em casa, mas isso varia de família para família).

Por outro lado, ela pode ter uma postura mais crítica. Ela pode reconhecer essa situação e se perguntar a necessidade de passar por isso, ficando incomodada por isso. Talvez acabe por se decidir que aquilo é inútil e continue batendo de frente ou "empurrando com a barriga", fazendo apenas o mínimo necessário, porém com uma base, uma razão. Por outro lado, talvez ela, incapaz de parar a situação ou achando que a razão é plausível, mas não a suportando, crie mecanismos mentais para justificar esse cenário. Um tipo de mecanismo é a criação de um objetivo que possa ser alcançado por esse esforço. Algo como o desejo de ser um médico, ou algo mais infantil (o que não é ruim ou inferior de forma alguma) como ser o presidente ou ser um astronauta. Novamente, esse tipo de decisão é muito influenciada por fatores externos, como a família. Uma criança mais pressionada a se dedicar não tem muita alternativa.


Porém, e o presente? Nessa busca por um objetivo futuro, o presente fica desvalorizado. No caso da valorização do presente, o futuro fica ameaçado. Ou seja, percebemos que, de uma forma ou de outra, o tempo está ameaçado. Por não entender do segundo do caso ou aonde ele leva, se é que a algum lugar, o deixarei de lado.

Desde esses momentos de infância e até chegar ao objetivo que foi traçado, parece que tudo é luta. E assim se passa o fim da adolescência e a entrada na fase adulta. Se o que justifica o esforço é o objetivo e esse esforço é o principal de cada dia, acaba que a vida até aquele momento gira em torno desse objetivo. E as vontades menores e de curto prazo? E os desejos de jogar tudo para o ar e aproveitar a juventude de forma mais impensada e mais aventurada, mais divertida? Elas acabam por tornar-se terciárias, relegadas a planos menores. Se não o fossem, o que justificaria todo aquele esforço até então? Quem destruiria o castelo de cartas levantado por anos a custo tão grande por desejos levianos que não possuem destino certo, que podem ser uma perda na aposta da vida, e de all-in.

Se o objetivo for alcançado, e daí? E agora? Ele vale a pena por tudo que deixou de ser alcançado, por tudo que foi abandonado? Essa meta não vai trazer de volta as possibilidades e o tempo perdidos. Não há nada que recupere.

Assim, a vida vai embora. Vai embora com a satisfação do que foi feito, mas a ausência de algo maior completo. Ou então, vai embora com a satisfação da missão cumprida, mas com a amargura de tudo que foi abandonado e com a angústia do que nunca se concretizou.

sábado, 20 de março de 2010

Ressurreição

É, é, estou tentando reanimar o zumbi que esse blog se tornou.

Eu não queria ter deixado ele morrer e escrever é um hábito: Quanto mais se escreve, mais fácil fica de continuar a escrever. Por isso que, embora eu tenha noção de que esse post vá ficar uma porcaria estou escrevendo um pouco, só pra ver se fica mais fácil de escrever depois.

Esse post está sendo escrito ao som de Magnet, Boys Edition, cantada por membros do site Nico Nico Douga. É uma música que fala sobre a atração de uma pessoa por outra do mesmo sexo, citando ser um amor proibido, mas dizendo o quanto é atraída pela outra pessoa e quer passar a vida com ela. É, lol, cliché, etc, mas a música é bonitinha. Originalmente é cantada por duas garotas (Vocaloids. Um dia eu posto sobre), mas essa versão é cantada por fãs homens e ficou bem cantada, até.


..Só que eu não quero que o principal do meu post seja viadagens, então falarei sobre outra coisa. O pior é que vai acabar sendo, porque se eu tinha algo mais profundo pra falar, eu esqueci. Ah, tive simulado hoje e amanhã vou ter de novo. Final de semana non ecziste. VDM. Então, well, vou dormir. Adeus. E santo post inútil.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Sobre tarot, Persona 3 e a magia da vida.

O que o título diz.

Não, obviamente não falo da vida real, mas da vida em Persona!
Primeira post de 2010, o que significa muita coisa em termos de Persona, mas vou evitar spoilers aqui.
Eu e Bill estamos jogando P3. Se por um acaso sumirmos, o jogo sugou nossas vidas. Eu pela segunda vez, mas agora o FES, já que eu terminei o "original" ano retrasado e quero relembrar a história antes de jogar The Answer.

Persona é uma das minhas séries de jogos favoritas - oi, sou weeaboo sim - e já que os últimos posts foram sobre tarot, por que não um pra Persona? Não sou grande conhecedora, já que são jogos longos e eu troco de jogo mais do que de roupa. Ainda assim, já passei umas 250 horas da minha vida jogando essa série sem me cansar... o que é quase um milagre. E o que me encanta tanto nesses jogos?

O foco deles, em uma palavra, é o humano. Os personagens, em geral, são muito bem-desenvolvidos. Não só isso, você lida com os problemas pessoais de cada um deles, e acompanha a maneira que o grupo cresce e se desenvolve. Os jogos ainda lidam com simbolismo, seres divinos e questões filosóficas, como qualquer MegaTen, mas diferentemente deste as questões são mais voltadas para a existência humana do que para o mundo em geral. O resto varia muito de jogo pra jogo, que diferem em história, motivos para o uso dos Personas, e na maneira em que incorporam conceitos de psicologia, por exemplo.

A série também é bem "japonesa" (exceto o primeiro jogo por causa da adaptação ridícula, mas w/e) por apresentar lugares, divindades e costumes japoneses, o que afasta várias pessoas. Acontece que, mesmo fazendo cada vez mais sucesso no ocidente, esses jogos são feitos com um público japonês em mente, e eles tentam ao máximo fazer o jogador se encaixar no personagem. É por isso que você sempre controla um protagonista sem nome, que vive no mundo atual, e faz as escolhas dele. Os personagens (e demônios, em alguns casos) conversam com você. É esse o método que o jogo usa pra cativar o jogador (e pra viciar~) ou... bom, pra causar repulsa a muita gente que nunca jogou. Ou pra afetá-lo com dilemas existenciais. Tanto faz.

E eu gosto de psicologia. E coisas DEEP. E questionar a humanidade. E visual novels. E de qualquer ambientação sem ser medieval... nunca tive saco pra "PEW PEW MATEI O REI DO FEUDO ADVERSÁRIO". Logo, isso já explicaria por que eu gosto dessa série... mas eu obviamente não ficaria presa a ela se o gameplay fosse ruim.

Se é ruim? É relativo. Pessoalmente, gosto do 3 e do 4 em todos os aspectos, e apesar de achar o 2 cansativo/lento em algumas partes (por exemplo, random encounters. Certo, é um jogo de 1999... o que não muda o fato de ser chato.) com o tempo estou me acostumando, e começo a achar bem legal. Mesmo quem não gosta do gameplay deve concordar, no entanto, que eles tem uma mistura de elementos original. Fusão de personas, eventos por fases da lua, divisão do tempo de jogo em batalhas/dungeon crawling e acontecimentos mundanos (ou nem tanto...) do dia-a-dia, e outras coisas particulares de cada jogo fazem com que eles sejam únicos.

...e esse foi um wall-of-text sobre Persona, que meu eu-fangirl saiu escrevendo enquanto ouvia música de Persona, lia coisas de Persona e ficava venerando internamente. Pra compensar por tudo que eu não postei nos meses passados, que tal?
Aliás, eu não contei, mas eu não sou nenhuma expert em games. Eu desisto deles logo que enjôo (Bill que o diga.) e não terminei, ou nem joguei, vários "clássicos". Então... isso não é uma review, mas sim palavras de uma maluca que fica analisando o jogo na sua cabeça pra justificar sua paixão. E possivelmente, convencer alguém a jogar só pelo tamanho desse texto.

tl;dr: Persona é demais.

Pensamentos de Mark sobre Persona.
"Mark" não parece concordar. Tudo bem, "Mark", eu também não concordaria se tivessem me mudado de um cara rad pra um nigger estereotipado na adaptação em inglês só pra americanizar o jogo/serem moralfags. lolol /pat

De volta ao que eu pretendia postar no começo... Persona 3 FES! Em uma palavra, Elizabeth! Sim, Elizabeth é amor. Tá que só saí com ela uma vez mas... quem liga? Qualquer pessoa que joga 2000 moedas de 500 yen em três fontes pra fazer um pedido pras "fadas da fonte" - e o pior, que esquece de pedir. As três vezes. - merece meu amor incondicional, fim. Tá que eu sempre gostei dela, mas agora mais ainda.
Definitivamente nada a ver com a irmã slut dela. (OI, ela foi interesseira o jogo todo e me beijou no final porque eu satisfazia as vontades dela!11! WTF/ SÓQUEROSEUSOCIALLINK. /nerdweeaboo)

S'yeah, de resto, Persona 3 FES está bonitinho e feliz. Algumas coisas malfeitas aqui e ali, tipo as cutscenes com a roupa normal dos personagens (que mudam misteriosamente se você estiver usando outra roupa) ou a coisa de "consertar a máquina da sala de controle", que me enganou e a mais um monte de gente achando que era uma quest... enfim. Mas também tem muita coisa nova legal, tipo o arcade eee ELIZABETH! <3 /fangirl.

Então tá. Acho que é só isso (SÓ LOL) que eu tenho pra postar.
Aproveitando pra dizer que o album novo de Asriel perdeu a magia. E esperem mais walls of text sobre coisas que eu estiver gostando, tipo FMA. E é isso. :D